segunda-feira, dezembro 11, 2006

Dobrei a toalha
Com precisão
De um anacoreta

Trouxe teu balsamo
E tua túnica
Espalhei todos os cheiros
No quarto de dormir

As velas
Em quentes chamas
Clamam
Sacudidas pelo meu respirar

O vinho
Tem o vermelho dos meus olhos
Enquanto estão a esperar

Dobrei a toalha
Com precisão
De anacoreta
Mas não a guardei

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